Sou uma bagunça, sou difícil de lidar. Afasto-me do nada, mudo de uma hora pra outra e você fica se perguntando o que aconteceu. E depois volto como se nada tivesse acontecido. Eu faço você se desculpar, quando fui eu que errei. Eu não sei quais são os limites quando se trata do que eu quero e eu sou egoísta quando o assunto é quem eu amo. Pequenas coisas me machucam. Adoro receber elogios, mas fico sem graça e desvio o assunto quando recebo algum. Eu faço tudo ao contrário, só pra te irritar, quando você tenta mandar em mim. Sempre acho que não sou boa o suficiente e sou idiota por natureza. Pode ter certeza, você não vai querer ficar perto de mim.
― Amanda Magalhães, cigana oblíqua (via ciganaobliqua)
May 16 19:07 with 18 notes
A lua está cheia, algo que me faz pensar em você. Pois sei que não importa o que estou fazendo, e onde estou, esta lua será sempre do mesmo tamanho da sua, do outro lado do mundo.
― Querido John (via ciganaobliqua)
May 14 19:31 with 10 notes
Portas fechadas, janelas trancadas. E a sensação de fobia insistia em perturbar. A solidão me rondava feito um animal pronto a atacar. Mentira, ela já havia me tomado. Já éramos quase um e meu coração insistia em sangrar e se despedaçar a cada segundo, a cada pensamento idiota que passava em minha cabeça. Já haviam se passado semanas e a nostalgia era a mesma. Doía e cada vez parecia que ia piorar. É, nenhum sinal de melhora. Era uma auto destruição constante. Sem mutilações; era uma destruição interna. Regada a cigarros e muito, muito álcool. Sem falar de um baseado, que buscava para tentar imaginar um mundo diferente e amenizar o efeito que seu próprio coração causava. Mas nada disso adiantava, na hora mal passava a dor, e depois, ela insistia em vir pior. […] Com o tempo acabou por descobrir que quanto mais lúcida estivesse menos dor lhe seria causada. Álcool e alucinógenos praticamente não surtiam mais efeitos, com isso resolveu se drogar de algo muito mais forte, o amor próprio. Inexplicavelmente lhe fez bem, mais sorrisos lhe brotavam do rosto. Aos poucos o coração praticamente dilacerado foi se recuperando. Recaídas? Foram e ainda são muitas, mas com o amor próprio e sorrisos nem sempre verdadeiros continuou a seguir, tendo a certeza de que um dia seria feliz. Não uma felicidade que os outros lhe causavam, mas sim a que si mesma produzia.
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Amanda Magalhães e Felipe Ribas
(via ciganaobliqua)
May 14 19:20 with 9 notes
Meu Deus, meu Deus! Como tudo é esquisito hoje! E ontem tudo era exatamente como de costume. Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei hoje de manhã? Estou quase achando que posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: ‘Quem é que eu sou?’. Ah, essa é a grande charada!
May 14 19:15 with 1,493 notes